Eu Corro!

Para quem em 2007 pesava 134 Kg, é uma mudança e tanto, hoje EU CORRO!!!

22/11/11

Mais do que se imagina!

 Depois de um ano bem batalhado, com treinos realizados em plena madrugada e com um índice mínimo de treinos perdidos; o corpo já pedindo trégua, tive que me dar algumas semanas de descanso depois de algumas provas mais "puxadas"; eis que me encontro face a face com a última prova da meta anual.

Se no meu primeiro ano, 2009, a meta era SIMPLESMENTE CONCLUIR a São Silvestre, aquela tradicional, que começava e terminava na Paulista depois de vencer o grande desafio que é a Brigadeiro, não essa "aberração" que inventaram pra 2011.

E em 2010, a primeira meta foi correr minha 1ª Meia Maratona e a segunda meta era concluir a mesma São Silvestre abaixo de 1h40min.

A meta desse ano era um pouco mais ambiciosa. Para 2011 me desafiei a concluir 4 meia maratonas. Originalmente, seriam a Corrida da Ponte, a Meia Maratona Caixa Cidade do Rio de Janeiro, os 21k Ciudad de Buenos Aires e a Meia Internacional de Frei Galvão.

Mas uma grande qualidade que descobri em mim foi a ADAPTABILIDADE!

Em um ano muita coisa muda! 

A Meia Maratona Caixa Cidade do Rio de Janeiro seria trocada pela ASICS Golden Four - Rio de Janeiro, por conta de compromissos familiares; e a Meia Internacional de Frei Galvão, que aconteceria na minha cidade e eu imaginava que a família toda poderia prestigiar o fim da meta, foi cancelada pela Prefeitura Municipal. E em seu lugar, escolhi a última etapa do Circuito Athenas, era a última prova de 21k do ano que eu teria chance de participar. Era ela ou ficar sem concluir a meta.

Confesso que me inscrevi só por esse motivo. Sempre procurei correr 21k em lugares com um visual bem bonito para ajudar a passar o tempo da prova. E não me imaginava "curtindo" a paisagem de uma marginal de Sampa.

Os resultados durante o ano vieram bem a contento. 

Tendo meu melhor tempo na minha primeira prova na distância, em julho de 2010 no Rio de Janeiro - 2h15min. E participado da edição 2010 da meia maratona do "santo da casa", Frei Galvão, com 2h20min. Comecei a meta me perguntando se eu era feito pra isso mesmo.

A primeira prova da meta foi a difícil prova da Corrida da Ponte, atravessando a Baia de Guanabara e enfrentando um calor desumano na "Perinfernal", em 2h37min. Da primeira prova 21k para essa meus tempos estava aumentando em vez de diminuir. A confiança já ia minando. 

A segunda prova acabou sendo a ASICS, num percurso que favorecia baixar o tempo e me imaginei voltando a correr 21k abaixo de 2h20min. Num dia onde tudo deu certo, acabei fazendo em 2h11min. Estávamos de volta à batalha, com espirito renovado. 

Intensificamos mais ainda os treinos e fomos a terra dos argentinos buscar mais um tempo. Numa prova nem tão plana como se anunciava e sob um frio polar, consegui baixar mais um tanto o relógio para 2h11min.

Bom, agora restava encarar a prova de São Paulo. Confesso que depois do Trial Prophecy, teste da inovação da Mizuno, em plena USP (com direito a uma "esticadinha" com o amigo Eduardo Acácio em volta da Raia da USP) ao lado da Marginal Pinheiros, me senti meio amedrontado de enfrentar um calor infernal no último desafio da meta anual.

Por conta de um certo cansaço que se abateu na carcaça, pouco menos de um mês para a prova em São Paulo, dei uma diminuída nos treinos de corrida e aumentei os treinos de descanso. Sábia estratégia, que me permitiu me sentir confortável novamente.

Na semana que antecipava a prova me senti diferente. Uma calma estranha havia se instalado no local antes tomado de ansiedade nas outras provas. Uma sensação de tranquilidade em relação a minha preparação. Principalmente depois de tudo o que houve na prova do domingo anterior à esse, conforme contei no post anterior.

Mas era chegada a hora de correr! Eu fui a São Paulo com o propósito apenas de correr e me divertir fechando a meta anual junto aos amigos #TwittersRun da Capital do Estado. Uma galera pra lá de animada, onde tenho grandes amigos. Fui com a família, meu maior apoio durante o ano, nessa minha saga pessoal.

Depois de passarmos um sábado tranquilo, com direito a "passadinha" na 25 de Março pra D.Patroa pedir a benção (e eu ficar descansando no estacionamento), aproveitando tudo a que tinha direito na arena onde fomos buscar o kit (e mais uma vez eu me poupar de ir participar de um certo desafio na esteira), fechamos o dia com chave de ouro num encontro com os amigos Anderson Zacarias (@andzacarias) e Cintia Esteves (@Cintia_Esteves). 

Pronto, era hora do último descanso antes da "Batalha da Athenas".

Pra mim é um grande mentiroso aquele que diz que entra numa prova sem pensar que tempo vai fazer! Eu não consigo! hehehehe

Estava indo para a prova com um "número mágico", como diz meu amigo Nelton (@neltonn). Se eu conseguisse fazer 2:07:59 já iria rir para caramba! Mas meu número mágico era ficar abaixo de 2h05min.

Acordei bem cedo e parti pro ritual de preparação (heheheheh todo mundo tem um!) e me vestir com a roupa já toda pronta desde antes do jantar. Mesmo morrendo de vontade de experimentar o Prophecy na distância, preferi não arriscar e usar o bom e velho Mizuno ProRunner que me acompanhou nas outras três provas de 21k.

Fazia um friozinho muito agradável e tratei de me equipar com os manguitos e pernitos a que tinha direito (olha a fuleiragem!). 

Depois de todos acordarem e eu me alimentar como deu, visto que a anta aqui esqueceu que o hotel só serviria o café 10 minutos antes da largada, encontramos o casal Anderson e Cintia na recepção do hotel e partimos para pegar o trem até a largada.

Ali, na estação do trem, pude ver pela primeira vez a maior encrenca que teríamos no percurso, a Ponte Estaiada
 
dali já dava pra reparar que ela era bem elevada e me lembrei era um sobe-e-desce danado na própria. E que agora ela não estaria somente na segunda parte da prova, mas começaria já desde o km 6 a complicar o rítmo.

No trem, duas tribos se encontravam e se admiravam: os que voltavam da balada noturna e os que iam pra balada atlética. Chegamos na estação mais próxima da arena e a excitação foi tomando conta. Até o Gabriel e a Sarah (coitados) que estavam bem sonolentos já começavam a se contagiar.
 
Conforme nos aproximávamos da arena, já comecei o "strip-tease", pelo caminho já foram os manguitos para a bolsa e lá na arena foi só entregar os kits da Odila (@Odila_Noronha) e os pernitos davam adeus também

Novamente, reparo como a noção de tempo é relativa! Voce simplesmente não percebe o tempo passar.


Nem deu tempo de encontrar todos os amigos, botar o papo em dia e já estava na hora de ir pra largada. Tomei meu gel de carboidratos, dei um beijão na D.Patroa e nas crianças que estavam "super animadas"
 
e partimos pra largada. Caminhamos da arena até a Marginal Pinheiros e tomei meu lugar na baia, enquanto D.Patroa já buscava um lugar após a largada pra me ver passar.

Tudo estava dando certo, nem precisei esperar muito tempo lá na baia e já foi dada a largada. Após passar o pórtico engrenei um rítmo gostoso e sai buscando onde andaria minha inspiração. Um pouco mais a frente localizei D.Patroa e as crianças me desejando boa sorte. Gritei que os amava e parti. 

Quando fui conferir o rítmo no GPS tomei até um susto: o rítmo gostoso que eu estava indo era de 5′10"/km. Tratei de dar uma reduzida pra não gastar tudo antes da hora e acabei fechando o 1º km em 5′35"/km. E fui procurando manter o rítmo até um pouco mais brando, por volta de 5′40"/km e 5′50"/km, enquanto via os TOP que corriam os 10km, começarem a passarem a passar no sentido oposto.

Lá pelo km 4,5 é que deu pra ver direito o tamanho da encrenca da Ponte Estaiada. A alça de saída da Marginal para a Avenida Jornalista Roberto Marinho já impressiona de tão elevada. No km 5,2 é que iniciamos a escalada para logo em seguida despencarmos para a avenida e o primeiro retorno, em direção à Ponte propriamente dita, e iniciarmos outra escalada para o vão sobre o Rio Pinheiros.

Despencamos para o outro lado do rio e encontramos uma reta no plano, boa pra retomarmos um pouco a velocidade até a subida de retorno ao outro lado do rio, onde aproveitei um posto de hidratação para mandar o primeiro sachê de carboidrato reservado pra prova.

Depois de subirmos até o vão novamente, nos precipitávamos novamente pela avenida de nome do fundador da Rede Globo e contornarmos outra vez em direção a outra subida por uma alça para acessarmos a marginal do mesmo lado onde tudo começou. 

Depois desse trecho do percurso, que mais parece um prato de espaguete de tanto sobe, vira, desce, vira sobe e por ai vai. Estávamos meio tontos, mas já havíamos vencido a metade da prova. Ainda iríamos mais um trecho em direção ao Ibirapuera, nos afastando da largada, mas o pior já havia ficado pra trás, pelo menos em termos de dificuldade do percurso. Dali pra frente era tudo plano, o difícil seria vencer o cansaço.

Fomos quase o km 13 antes de tomarmos o rumo de onde havíamos partido, era hora de voltar do "passeio".

O caminho para chegada estava a nossa frente, depois de fazer um check-up rápido das condições da carcaça, decidi dar uma aliviada para recuperar bem o folego antes de acelerar pra chegada, mas mantendo o pace por volta dos 5′50"/km, não muito além disso!

E assim fui, buscando meus coelhos imaginários, escolhendo "vítimas" a serem alcançadas, naquela brincadeira mental que usamos para distrair a mente do cansaço das provas longas.

Quando avistei o posto de hidratação do km 16, saquei meu último sachê de gel de carboidrato e mandei pra dentro, mas o suor excessivo e o copo de água molhado não foram uma boa combinação e lá se foi meu copo para o chão tão logo sai da bancada de hidratação. Perdi alguns segundos, mas retornei para pegar outro. A essa altura do campeonato, faltando 5 km para a chegada, ficar sem hidratação seria suicídio.

Retomado o rumo, o cansaço começou a se aproximar, no km 18 dei a última aliviada pra retomar folego e partir pro ataque final. 

Por volta do km 19 veio o outro susto! Ameaça de caimbra na panturrilha esquerda. Tratei de corrigira a postura e a passada e a danada deu uma trégua. E essas pequenas correções me fizeram até ganhar velocidade de novo. Até brinquei que tinha conseguido deixar a caimbra para trás e que nem queria ver quando ela me alcançasse.

Pouco antes do km 20 me lembrei de como é bom ser um TwittersRun! O amigo Robert Vaz (@Robertvaz) me viu passando e veio atrás me ofereceu isotônico e frutas, me lembro que só consegui responder que a única coisa que eu queria era a chegada. Minha fome e minha sede era de completar a minha meta! Eu já estava "com a faca nos dentes" novamente. Ainda lembro que conferi o GPS e ele indicava 1:57:29 quase no km 20,3. Fiz os cálculos e me espantei, o tempo que eu sonhava estava para ser alcançado.

Quando avistei a placa dos 500m, o arrepio tomou conta do corpo, era a hora de começar o sprint! Será que eu ainda teria alguma gota de combustível pra tanto? E eu tinha! Troquei o visor do GPS para uma tela que não me mostrasse nem tempo, nem rítmo e acelerei.

Acelerei o quanto pude e fechei o último km completo, o desejado km 21 com o pace de 5′18"/km, conforme fui saber mais tarde.

Nessa hora duas visões quase simultâneas me impulsionaram ainda mais, no pórtico o relógio mostrava 2:04:14 e um pouco mais além dele eu via a Angela, o Gabriel e a Sarah. Ai não tinha jeito de me parar! 

Eu iria alcançar o número mágico e as pessoas que eu amo estavam ali para ver!

Aqueles últimos metros foram rápidos, mas quando escrevo parece que sou capaz de ouvir cada respiração que dei. 

Lembro de que a última olhada que dei para o relógio, antes de pisar o tapete era de 2:04:52 ou algo assim. Nesse momento eu estava correndo a 4′14"/km, depois de percorrer 21,12 km! 

Eu não só tinha conseguido concluir a meta como tinha feito o melhor tempo de todas as 4 provas!

Aquele nó na garganta me alcançou e foi um misto de riso e choro tremendo. Tomei um folego e fui até a cerca comemorar com a família. 

Ainda na área de dispersão, com um sorriso que não saia dos lábios e com lágrimas que teimavam em escorrer
 
e não acreditando que tinha ido tão bem.

 

Comentando com o Gabriel que era inacreditável o tempo de 2:04 visto no painel do pórtico é que ele me lembrou: "Pai, mas esse relógio ai não é o tempo bruto?"

Como um pateta, acessei os dados do GPS e explodi de alegria
 
meu tempo líquido tinha sido 2:02:15 (2:02:11 pelo resultado oficial)!!!

Estava tão eufórico que nem tinha me dado conta disso!

Eu havia acabado de fechar a minha meta muito melhor do que jamais tinha sonhado!

A comemoração foi maior ainda.

Tratei de pegar algumas frutas para que o #UrsoQueHabitaMinhasEntranhas se distraísse e me deixasse comemorar direito
 
  saí da área de dispersão com a medalha na mão, agora minhas outras três recordações de 21km deste ano tinham mais uma companhia

Agora era hora de comemorar, a temporada de 2011 havia terminado pra mim e com um sucesso muito maior do que eu esperava. 

Daqui pra frente um pouco de descanso e provas para me divertir com os amigos e família.

A minha missão havia sido completada e com sucesso

Mais tarde eu conto mais do Circuito Athenas, agora eu vou ali descansar um poucadinho, que contar tudo isso me cansou de novo! hehehehe

criado por claudiob.linux    15:08:06 — Arquivado em: Sem categoria

17/11/11

Foco

Se tem quem coisa que nós, corredores, mais gostamos é de entrar numa prova e "enfiar o pé", buscar nosso melhor tempo.

Mas o que fazer se essa prova está acontecendo na semana anterior à última prova da sua meta anual?

Como fazer para não se esforçar além da conta e estragar toda a preparação para a prova que encerra sua meta anual?

A resposta pra isso é uma pequena palavra, FOCO, mas de um significado imenso. Que mostra a diferença entre o corredor treinado, física e psicologicamente, dos "franco atiradores" que tanto vemos por ai.

Neste último domingo vivi uma experiência dessas. 

Aqui na minha cidade, Guaratinguetá - SP, ocorreu uma já tradicional corrida da região, a 15a. Prova Pedestre "Bar do Mané". Pode soar estranho, mas é isso mesmo. A prova foi criada e é organizada pelo Mané, um simpático corredor que vem a ser dono de um bar. Nas suas próprias palavras: "se o sujeito quiser pinga e cigarros, nós temos, mas se quiser saúde e qualidade de vida a gente providencia também!".

O Mané, um verdadeiro obstinado, mantém com poucos recursos, muito RESPEITO aos corredores e muito jogo de cintura, um circuito de corridas de rua por vários bairros aqui da cidade. E, para coroar os trabalhos, encerra o circuito com essa "prova principal". 

É uma prova toda "artezanal", mas no melhor sentido da palavra: não tem patrocínio de MARCA do ramo esportivo; não oferece kits mirabolantes com camiseta de material tecnológico, só a boa e velha camiseta de algodão "silkada"; seus prêmios não são milionários; seus troféus são esculturas de barro, esculpidas por ele mesmo a mão com a ajuda de uma faca e queimados de carona em fornos de uma cerâmica da cidade. 

Mas em compensação, o que sobra são respeito e carinho aos corredores. Artigo muito raro nas provas maiores e superpopulosas desse Brasil afora. Para se ter uma idéia, todo ano os atletas campeões, tanto masculino, como feminino, são os homenageados e tem sua imagem impressa na camiseta oficial do evento. Outro fato a se destacar é a premiação por categoria, evento quase extinto na maioria das provas "maiores", em que não falta dinheiro de grandes patrocinadores para um pequeno troféu aos melhores de cada categoria, falta mesmo é boa vontade: coisa que sobra ao Mané e sua equipe.

Não é a toa que a Prova Pedestre "Bar do Mané" tem o subtítulo "Uma prova de amizade". É uma grande oportunidade para reencontrar grande parte dos amigos corredores da cidade, da região e até da capital que dão as caras anualmente por aqui.

Não tem como deixar de participar dessa prova. Com percursos de 10km e 4km, oficiais, ainda conta com uma prova de uns 350m para a "gurizada" abaixo da idade de 15 anos. Para ir incentivando os menores a se envolverem com esportes. O Mané faz até um trabalho de arrecadar patrocínio para crianças carentes participarem.

Mas e se essa prova cai no calendário uma semana antes da última prova da sua menta anual? Como fazer para não se envolver nesse clima de festa e buscar um ótimo tempo? A resposta é o bom e velho FOCO.

As últimas semanas tinham sido meio complicadas com uma pequena contusão e o retorno aos treinos, portanto era a hora de fazer um último teste antes da III Etapa do Circuito Athenas, onde correria minha 4a meia maratona do ano. E encerraria minha meta anual. 

As outras três haviam sido a Corrida da Ponte em abril, com o tempo de 2:35h; a ASICS Golden Four - RJ em junho, em 2:11h; e a Meia Maratona Ciudad de Buenos Aires em setembro, com meu RMP na distância em 2:08h.

O amigo Alex Silva (@alexsilva_rj) até me tentaram com a idéia de buscar um sub 2h nessa última prova, coisa que eu mesmo acho improvável, me "receitando" uma tática que me ficou na cabeça: fazer os 7 primeiros km’s no rítmo de 5′40"/km, os outros 7 km’s na casa dos 6′00"/km pra recuperar o folego e os 7 últimos km’s "sanguenozóio"! 

Pelo sim e pelo não, até fiz um treino mantendo esse rítmo por perto de 7 km’s, pra ver se eu aguentaria mesmo, e deu certo.

Mas ainda tinha a "prova do Mané" antes do encerramento da temporada! Bom como esse ano também foi minha estréia nos 10km sub 55min, não podia também desandar pra uma prova acima de 1h! Pensei até em dar uma "aceleradinha" no início, depois me manter perto dos 6′00"/km e no final voltar a atacar, como na tática da prova da meta.

E ainda tinha que fazer uma quilometragem alta antes da meia, a Coach resolveu isso rapidamente, bastava eu dar uma "aquecidinha" de 3 km antes da prova! Fácil! hehehehehehe

Chegou o dia da prova e lá fomos eu e a D.Patroa pra nossas provas! Eu nos 10 km e D.Patroa indo pros 4 km. Ela toda feliz por sua primeira participação correndo na prova do Mané, na outra vez ela veio só fotografando, quando ainda achava que só poderia participar na categoria "Cadeirante".

Chegamos bem cedo, pois além de querer ter tempo pra um papo com os amigos, coisa essencial nessa prova, 

Depois de uma rodada de bate papo, em que pude até rever o amigo Vicente Sobrinho (@VicentSobrinho) da Revista Contra Relógio, que tinha vindo junto com o Tião Fotógrafo, para prestigiar o evento do Mané.

Aproveitei pra comprar umas fotos do Tião, da finada Meia Maratona Internacional de Frei Galvão do ano anterior. Depois de batermos mais um papo super agradável e divertido, como sempre acontece quando encontro qualquer um dos dois, parti pro meu "trabalhinho extra".

Enquanto eu e a Lene aquecíamos (http://connect.garmin.com/activity/128362169) reparamos como era grande a participação de pessoas de mais idade nessa prova. E o engraçado é que muitos nós só vimos durante o aquecimento, pois durante a prova dispararam na nossa frente! 

Acabamos nosso aquecimento justos 10 minutos antes da largada. Só deu pra tomar um sachê de CarbUP, indicado pelo amigo Carlão (@CarlaoCaninha44) durante o treinão New Balance do dia 29/10. E de fazer uma foto da nossa equipe Márcia Ferreira Triathlon

Afinal, eramos uma das equipes mais numerosas hehehehe. Eu, a Lene e o Suedir, de Pindamonhangaba. Outro dos amigos que só encontro uma vez por ano, nessa prova.

Me despedi da D.Patroa desejando boa prova a ela e fui pra largada. Estávamos distraídos, batendo papo (de novo), dentro do "curral" e tomamos até susto com o sinal de largada.

O percurso dessa prova é bem cheio de subidas, a começar pela primeira que se inicia logo depois dos 100m iniciais, são quase 300m de uma súbida beeeem íngreme, daquelas que se fica procurando a corda pra "se puxar" lá pra cima nos últimos 30m.

Terminada a escalada inicial, segue-se numa rua praticamente plana até quase o 1o km, que é numa pequena descida.

Um pouco mais a frente, com 1,3km de prova percorrida, saquei a máquina fotográfica do cinto de hidratação, para fazer essa única foto do percurso

Essa foto foi a razão de eu correr 10km com o cinto de hidratação, pra 10km nem precisava, tinha a hidratação da prova. Corri com o cinto, sem as garrafas, só pra levar a máquina fotográfica e fazer essa foto. O prédio ai atrás é o Hospital Frei Galvão onde, em 2007, eu quase morri! Passar ai hoje, 50 kg mais magro e com saúde sobrando era algo a se registrar. Naquela época, nem imaginava que poderia sequer caminhar e hoje passo ai na frente correndo. Isso não tem preço.

Passado esse momento, encaramos outra subida, da ponte que cruza o Rio Paraíba, com uma subida bem encardida e uma descida também pra se tomar cuidado. 

Quando chegamos ao outro lado do rio, logo avistamos a placa de 2 km no início de outra subida, bem mais agradável, e foi a hora de tomar um susto: estávamos mantendo um rítmo por volta de 5′30"/km nos dois primeiros quilômetros. Bem acima do pensado inicialmente, mas dentro da tática planejada pra semana seguinte.

E fomos nesse rítmo até o km 4,5. A partir dai, já na subida leve pra outra ponte e na hora de atravessar de volta o rio, chegara a hora de manter o FOCO na prova da semana seguinte e puxar o "freio de mão mental". Por mais que eu estivesse chegando a metade da prova e bem abaixo dos 30 minutos, dando até pra pensar num sub 55min para os 10k; não era dia de buscar isso e sim de se preparar para o desafio maior que tinha dali a 7 dias. 

É nessa hora que medimos o quanto estamos preparados mentalmente pra encarar nossas metas. Encarei a subida já velha conhecida dos longões de domingo e parti pra outra parte plana consciente de que era hora de "abrir os flaps" e fazer um vôo em velocidade de cruzeiro. 

Foi nesse momento, em que o cérebro "tem mais tempo pra pensar", que eu viajei. Tinha acabado de completar o sexto quilometro e tinha mais 2 ou 3 km’s pra me manter nesse rítmo pra cima dos 6′00"/km. E nessa hora, comecei a me lembrar de toda a minha preparação anual, de todas as outras 3 provas de 21km que tinha encarado: do sofrimento na perimetral debaixo daquele calor infernal da Corrida da Ponte (2:35h); do deslumbramento visual e da alegria de baixar meu tempo pela primeira vez, desde que tinha corrido a primeira meia maratona, na ASICS Golden Four do Rio de Janeiro (2:11h); e do extase de correr minha primeira corrida internacional, na Meia Maratona Ciudad de Buenos Aires, com direito a novo recorde pessoal na distância (2:08h). Lembrei também das contusões que passei esse ano, me levando a ficar dias sem treinar e do retorno delas, sempre mantendo o rítmo, provando que o treinamento tinha sido bem feito.

São momentos assim, de "nirvana" total, que só nós corredores sabemos como é! Voce nem percebe por onde está correndo, o cérebro envolto em pensamentos e as pernas fazendo seu serviço, quase em piloto-automático!

Mas a chegada do último posto de hidratação, mais ou menos na altura dos 8,5km, me trouxe de volta ao percurso. Estava chegando a hora de acelerar. Não era por ser um "treino de luxo", como disse a treinadora, que eu iria deixar a prova não ser sub 1h!

Feito o check-up mental, vendo que nenhuma peça estava por cair, era a hora de acelerar. E bem na penúltima subida, beeem íngreme. Passei por ela como se fosse plana, caprichei na postura, passadas curtas elevando bem o joelho, pêndulos a 90 graus e respiração "de cavalo". Chegando lá em cima, constatei que o rítmo tinha se mantido como antes, desci do outro lado do viaduto em passadas largas e caprichando na pisada com a parte da frente do pé, evitando impactos no joelho. Cheguei na última parte plana no rítmo planejado.

Faltando menos de 200m para o pórtico, tinha o pequeno trecho de paralelepípedo e a última subida: pequena, mas, em pleno sprint, fazia o pulmão arder e as pernas pesarem. 

Mas, vencida, vinha a melhor parte desta prova, segundo meu amigo Fábio Namiuti, a descida até o pórtico de chegada. Essa inclinação negativa faltando poucos metros pra acabar a prova nos permite sentirmos a sensação de sermos "quenianos". Na hora veio a voz do Nelton na minha cabeça: "PERNAS EM CHAMAS" e lá fui eu em passadas largas rumo ao pórtico.

Cruzei a linha de chegada em um impressionante (pra mim) rítmo de 3′22"/km e fechei a prova em 0:58:57! 

Estava feliz da vida, tinha conseguido me manter na tática planejada pra essa prova e sem me desgastar pra a última etapa da minha meta anual.

Encontrei D. Patroa que estava radiante. Pela segunda vez em menos de um mês, tinha melhorado seu tempo. Mesmo sendo uma prova mais curta (4 km) do que as que vinha correndo (5 km), ela tinha feito essa em um rítmo mais rápido que as anteriores que eram predominantemente planas e não tinham as escaladas dessa prova. Mesmo o percurso curto tinha a mesma subida inicial e dois viadutos.

Alegria total em família

 Trocados os chips pelo lanche pós prova, bora botar o papo em dia com os amigos. Era hora de rever os já conhecidos


(Fabio Namiuti)


(Marco Koga e Brenda)


(Carlos Takeda e Lene Campos)

Mas também hora de conhecer pessoalmente amigos das redes sociais


(Celio Neves e Ana Maria)


(Ronnie Alves)

Também era a hora de eu por as mãos no livro do nosso mais novo autor, Fábio Namiuti (@FabioNamiuti), "Melhor que o Caminho, é o caminhar". Onde ele descreve toda a sua trajetória de sedentário, fumante e obeso até o maratonista e exemplo de atleta durante esse últimos 8 anos. Leitura obrigatória para todos aqueles que acham que não tem mais como sair da condição de "imóvel" e também para os corredores.

E para sair dali não estava fácil, e nem queria, era muita gente pra conversar. O pessoal de Piquete, com sua equipe de feras; os amigos da equipe "100 Podium", que logo vai ter que mudar o nome pra "200 Pódium", pois estão sempre bicando um cantinho lá em cima; amigos que conheci na prova de Paraty esse ano. 

Ainda deu tempo também de fazer minha boa ação diária, como nos tempos de chefe escoteiro, pude dar uma das frutas do meu lanche pós prova para o amigo Vicente Sobrinho, que estava ameaçado de só comer dali a 300 ou 400 quilômetros, quando o Tião Fotógrafo fosse fazer outra parada! hehehehehe Coitado! Como não tive mais notícias dele até o momento, acho que morreu de fome pelo caminho! HUAHUAHUAHAUAUAHAUAHUA.

Estávamos nos despedindo de todos, agradecendo ao Mané por mais uma "prova de amizade", quando fomos surpreendidos. Era o repórter de uma rádio local querendo uma entrevista e dessa vez não era comigo! Lá ia D.Patroa contar suas impressões após sua primeira participação!

Era chegada a hora de ir embora, já estávamos nos encaminhando para o carro, quando uma cena inusitada nos chamou a atenção. Pela primeira vez eu iria presenciar o famoso pique-nique pós-prova do Fábio Namiuti!

E olha que ele estava bem servido, mesmo tendo chegado já quase no fim da festa.
 mas pude ainda tomar um cafézinho e experimentar umas iguarias, além de conversar mais um pouquinho com esse amigão.

Ai sim, demos por encerrada nossa participação na prova, tomando o rumo de casa e encontrando as crianças para almoçar e contar todas as proezas.

Fechando o post, fica o convite para os amigos que se interessarem a participar dessa prova. Sempre no segundo domingo de novembro, uma prova simples, sem o "glamour" das provas mais famosas. Mas uma chance de se correr pelo prazer de estar entre amigos compartilhando o simples desejo de praticar o esporte de nossa paixão!

criado por claudiob.linux    10:02:26 — Arquivado em: Sem categoria

9/11/11

“Conquistas” e “Ser um TwittersRun”

 Olhando essas duas imagens, qual voce acha mais importante?

 ou 

Ambas são de igual importância, cada qual para as pessoas envolvidas. 

Nas duas últimas semanas, presenciei vários momentos de "CONQUISTAS" 

No Circuito Venus, ocorrido em São Paulo, vi a conquista da Dona Patroa, que no começo do ano queria competir na categoria "Cadeirante" e agora faz seus 5km em 38′03" e corre 88% do percurso, caminhando muito pouco.

Eu mesmo, enfrentei uma contusão: dores no tendão e panturrilha que me tiraram dos treinos por uma semana, mas consegui voltar no mesmo rítmo de antes.

Durante o retorno dessa contusão, tive a oportunidade de acompanhar uma pessoa que estava no seu primeiro treino, intercalando 1 minuto de trote com 4 minutos de caminhada. E pude ver a CONQUISTA dessa pessoa que só se imaginava caminhando.

No último final de semana, por motivos de trabalho não pude acompanhar meus colegas #TwittersRun na ASICS Golden Four Brasília, mas vi as CONQUISTAS deles através de fotos como essas:

Dois momentos de CONQUISTAS!

A primeira foto é de uma galera que voa baixo! @giordanoat @brunoogata e @neltonn fechando os 21km em um tempo pra lá de fora de série!

A segunda foto é da minha xará Claudia @caucorrecraft, fechando seus 21km em um tempo fantástico e escoltada pelos amigos #TwittersRun!

Acho que as CONQUISTAS são pessoais! Cada um de nós sabe o que nós tivemos que passar para chegar nesse momento! 

Cada um de nós é que sabe o que se passou em nossas vidas para que chegássemos nesse momento de CONQUISTA!

Seja um RECORDE MUNDIAL ou o nosso famoso RECORDE PESSOAL MUNDIAL, ele fica pra sempre em nossa memória.

Correr é muito mais o movimento físico em si do que a velocidade em que se vai! Se voce executa a "fase aérea", procura acertar a pisada, mantém seus braços paralelos ao tronco e flexionados em 90 graus, voce está CORRENDO! Não importa se num PACE QUENIANO ou num PACE "QUELONIANO", voce estará correndo!

 

TWITTERSRUN

O que é ser um TwittersRun?

É algo muito difícil de se explicar!

Ser um TwittersRun é simplesmente compartilhar a cumplicidade da paixão por correr!

É não se ligar se voce é mais rápido ou mais lento que os outros, mas saber que voce gosta de correr tanto quanto o outro. 

É voce, mesmo estando QUEBRADO, querer ajudar o outro a melhorar seu tempo ou até mesmo começar a correr.

Ser um TwittersRun é se emocionar lendo o blog do amigo, por sentir a mesma coisa que ele está descrevendo com suas palavras. É sentir aquele nó na garganta com o relato ou a foto da chegada de um colega.

Para participar desse grupo, voce não tem que fazer um teste ou pagar nada! Basta voce demonstrar sua paixão pela corrida e boa intenção com os demais que o próprio grupo te "abraça" virtualmente e te faz sentir como se conhecesse a todos desde a vida toda!

Recentemente tive duas oportunidades, a convite de amigos TwittersRun, de participar de testes de tênis em São Paulo. Em ambas oportunidades, pude rever amigos TwittersRun que eu já havia encontrado em provas, mas também de conhecer novos amigos com quem já tinha trocado somente palavras pelas redes sociais. De qualquer maneira, sentia que já os conhecia de longa data!

Voce sente nos poucos 140 caracteres, ou menos, que trocamos a cada tweet, a alegria do colega por sua conquista ou a preocupação sincera dele com sua lesão.

Na última prova que participei, alcancei meu melhor tempo na distância, graças a dois amigos TwittersRun! A @Odila_Noronha me "escoltou" a prova toda, sendo minha "Lola Bunny" e me ajudando a manter o rítmo até o fim. e o @neltonn, que já tinha completado a prova em um tempo TOP, voltou para me acompanhar no último km e me ajudar a dar o melhor sprint da minha vida. 

Mas o mais importante é saber que sempre teremos um TwittersRun por perto a cada chegada nossa!

Seja num abraço emocionado no final da prova ou num cumprimento virtual que ganhamos assim que, terminada uma prova ou treino, conseguimos botar a mão em um celular ou notebook e "twitar" nossas CONQUISTAS!

 

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19/10/11

Uma semana perfeita!

Sabe quando tudo dá certo?

Então, essa semana foi assim! Eu corri 5 dias seguidos, não tinha conseguido treinar desde o último sábado, mas na quarta-feira, feriado, sai do marasmo: fiz meu agradecimento à Nossa Senhora de Aparecida e corri 10 km de casa até o Santuário Nacional de Aparecida (http://connect.garmin.com/activity/120963271).

Não foi nada de excepcional, mas foi um bom treino fazendo 10km em 1h, o melhor foi botar o Mizuno Prophecy recebido de brinde pra rodar cada vez mais. Lá encontrei a Angela que tinha feito seus 5 km, saindo de perto da rodoviária de Guaratinguetá

a idéia era voltarmos de onibus e pegarmos o carro lá, mas estávamos tão pilhados que resolvemos voltar a pé mesmo e fomos intercalando caminhada e trote até onde estava o carro, e dá-lhe mais 5 km pra conta (http://connect.garmin.com/activity/120963291).

Na quinta-feira, retomei minha planilha e parti no horário tradicional, 4:27h, para um intervalado + rítmo, um dos meus treinos preferidos. Foram tiros curtos (num total de 2,4 km) seguidos de 2,5 km em rítmo parecido com o de provas. (http://connect.garmin.com/activity/121182428)

Na sexta-feira, foi a vez de tiros longos (http://connect.garmin.com/activity/121413324). Nos dois dias rodei perto de 20km.

Sábado, foi a vez de maneirar, como tinha prova no domingo, fiz um treino bem leve acompanhando a Angela (http://connect.garmin.com/activity/121979080) e passando dicas pra ela quanto a passadas, pisadas, respiração e rítmo. Rodamos gostoso e aproveitando o tempo juntos.

A tarde partimos pra São José dos Campos para pegar os kits da prova e encontrar os #TwittersRun Nelton (@neltonn) e Odila (@Odila_Noronha), só faltando o Marcelo (@tchelofernandes) pra reunirmos o "quarteto fantástico" de Buenos Aires, mas este último fez o favor de ficar gripado e com o tempo feio que estava fazendo, acertadamente, abortou sua ida.

 

A Série Delta São José dos Campos é o tipo de corrida que vou sentir falta até a primeira etapa em 2012.

Primeiro pelo que ela me proporciona em termos de família, a primeira etapa esse ano foi a 2a corrida que minha irmã participou e a primeira que a "Dona Patroa" Angela correu. Com isso dormimos na casa da minha irmã, em Caçapava, e iniciamos nossa "tradição" de comer macarrão a bolonhesa na véspera da corrida! O bate papo e a farra das crianças juntas não tem preço! Se não tivéssemos que acordar cedo no dia seguinte, acho que atravessávamos a noite jogando conversa fora.

Segundo pelo encontro com os amigos, um dos "efeitos colaterais" mais gostosos que a corrida proporciona. O pessoal do Vale do Paraíba e até os "estrangeiros" costumam aparecer por lá e o clima é de uma alegria total. Mesmo com o frio glacial na primeira etapa, o calorzinho na segunda e a chuva antes da terceira, fica todo mundo elétrico pra correr.

O percurso pode ser super batido pro pessoal de São José dos Campos, mas pra gente que é de fora ele é bem gostoso. Para os iniciantes como a Angela e a Ana, minha irmã, ele é tudo de bom. E mesmo sendo em circuito, 2 voltas pra quem quer fazer 10km, eu fico me desafiando nele e me mantenho motivado.

No sábado ainda, voltamos a noite pra Caçapava e, mais uma vez, foi uma delícia nosso "macarrãozinho" na casa da Ana. O Gabriel tinha ficado em Guaratinguetá para uma festa com os amigos no domingo, mas a Sarah e a Maria Clara faziam uma bagunça sem tamanho! Fomos dormir e as duas ainda estava na maior pilha!

E a chuva? Nada de dar trégua, a Angela e a Ana já temerosas de "estreiar" na chuva e eu afirmando que não choveria, botando toda fé no Tempo Agora (http://www.tempoagora.com.br/) que dizia que a chuva cessaria de manhã.

Pois chegou o domingo, tomamos o café e saímos, pra ver mais chuva caindo! Fomos de Caçapava até o Shopping Colinas vendo chuva. Mas foi pararmos no estacionamento para a chuva parar. Ninguém acreditava.

Fomos direto até a retirada do kit e começamos a formar nosso grupo. Logo chegaram o Bolha,  a Odila e o Nelton e logo em seguida o Carlos (@carlos_takeda) e a Lene (@lene_campos). Eita grupinho animado!


(na foto: Angela, Odila, Eu, Ana e Bolha - o Nelton estava atrás da máquina e o Carlos e a Lene ainda não tinham chegado)
 

A Odila já havia me dito que me faria voltar a rodar os 10km abaixo de 55 minutos e estava tudo propício pra isso. Eu ia correr pela primeira vez com coelho! ou melhor uma coelha, minha "Lola Bunny" particular! hehehehehe

Me despedi da Ana e da Angela, desejando a elas boa prova e fomos tomar nosso lugar no "curral". Lá ainda encontramos o Fabio Namiuti (@FabioNamiuti), grande amigo das corridas com quem adoro trocar umas palavras e ler seus escritos que inspiram (http://fabionamiuti.hd1.com.br)

Eita momento gostoso, 

se adrenalina tivesse cheiro, nós o sentiríamos ali! Todo mundo excitadíssimo esperando o sinal de largada.

Aliás, parabéns para a @corridaso2 pela pontualidade da largada em todas as etapas.

 Dada a largada, eu e a Odila abrimos forte (pra mim), a Lene já ia abrindo vantagem e lá pelo km 1,5 vimos o Nelton passando a toda pela "reta oposta". Acompanhar a Odila "Lola Bunny" Noronha não é fácil, não! hehehehe E ela estava "maneirando" porque tinha a Maresias-Bertioga na semana seguinte.

Eu indo no meu rítmo mais forte e percebia que ela estava "sobrando" na prova. Até tentei por umas duas vezes liberá-la da função de "coelha", mas ela soltou a célebre "Questão de Honra" que era me levar pra baixo de 55min.

Quando fechamos a primeira metade da prova, mal pude acreditar que tinha "zerado" em 27min, nem um segundo além!

O motor começou a dar sinais de "superaquecimento" e tive que aliviar o pé um pouquinho e trazer o rítmo pra casa dos 5′35"/km a 5′40"/km! hehehehehe o que em outros tempos era rítmo de "sprint final", agora tinha virado meu rítmo de recuperação de folego! O que o treinamento não faz com a gente?!?!

Dai veio a placa de 8Km!!! 

Não sei, mas é pra mim meio que sinal de que chegou a hora da verdade! Dei um tapa na placa e pensei comigo "vamos ver do que somos feito!".

A Odila percebeu na hora e começamos a acelerar novamente!

Passamos pelo último posto de hidratação e dispensei, já tinha me hidratado nos km 2,5 e 7,5. Agora era hora de ver como era quente o inferno! hehehehehehe

A placa do Km 9 chegou e com ela um susto! Já tinha ouvido falar do protesto que tinham organizado quanto ao preço da inscrição (ou qualquer coisa assim), mas não esperava que eles fossem se juntar todos no início do último km e, pior, resolver saírem todos para a pista ao mesmo tempo e fechando tudo!!!! Disparei a gritar "Frente, frente!!!! e foi legal ver a consciência deles que providenciaram um corredor e lá fomos eu e a Odila em disparada!

Ai a mágica dos TwittersRun ganhou mais força! A partir do km 9, o Nelton se junto a nós para incentivar o sprint!

Quando fizemos a última curva e a reta final entrou no campo de mira, só escutei o Nelton falando "Vamos lá! Pernas queimando!!!". Faltavam uns 400m, fiquei até com medo de o gás não dar pra tanto, mas pensei: "de que adianta ir no inferno se não é pra abraçar o capeta?!?!"

Soltei tudo o que podia de energia, caprichei na passada e fui… 

A entrada no funil de chegada é algo fantástico! É tudo muito rápido, mas parece que disperta uma hiperconsciência! Eu vi a Ana me esperando mais a frente e me incentivando, vi o relógio marcar algo inacreditável, ouvi o Nelton elogiando a passada e vi a Angela me aguardando logo após o pórtico! Momentos que ficarão na memória por muito e muito tempo.

Cruzei a linha em inacreditáveis 4,34 minutos desde a placa do km 9! foram 920 metros no rítmo de 0:04:58,6/km!!! Nunca tinha me mantido abaixo de 5min/km por tanto tempo.

Mais uma vez tinha conseguido meu Recorde Mundial Pessoal! Agora 0:53:44 passa a marca a ser batida em corridas de 10km! Num rítmo de 5′25"/km!

Acho que uma das melhores coisas de ter "botado a Dona Patroa pra correr" é que agora eu ganhava um super abraço depois da prova! hehehehe ela também estava suada! hehehehehehe

Saímos pra arena, pegando nossa suada medalha. É muito gostoso receber a medalha no pescoço pelas mãos da Angela e poder colocar a medalha nela também!

E fomos encontrando com os amigos e constatando que todos estava felizes com seus tempos.

O Bolha participava de uma prova pela primeira vez!

A Ana e a Angela tinham baixado seus tempos de novo. 

O Nelton tinha alcançado seu "número mágico" e fechado os 10 km abaixo de 38minutos! o 11º no Geral Masculino.

A Lene, conseguiu o 3º lugar na categoria e 12º no Geral Feminino

E eu, meu Recorde Mundial Pessoal nos 10 km! 0:53:44

Foi um encerramento de Série Delta cheio de conquistas!

Ainda deu tempo pra nos divertirmos tirando fotos 


 

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27/9/11

III Circuito Unimed do Coração

Quando chegamos de Buenos Aires, meu filho me cobrou uma antiga promessa: "Eaee Gordo, agora já pode ir treinar futebol americano com a gente?!?!" O Gabriel encontrou um time de futebol americano aqui na cidade e desde que começou a treinar aos domingos ele me convida pra treinar um dia com eles.

Tudo bem que eles jogam no sistema de flag, fitas que ficam nas laterais do short e que se arrancadas pelo adversário a jogada está parada. Diminuindo assim o contato físico, visto que eles não tem as "armaduras" utilizadas no futebol americano normal. Mas eu tinha argumentado com o Gabriel que não ia arriscar a jogar com eles tão perto de uma das provas da minha meta principal. 

Foi só eu voltar de BsAs e ele me cobrou. E, como bom pai, cumpri minha promessa e fui treinar com eles!

Não me machuquei em tranco nenhum, o problema é que é um esporte que necessita de muita explosão muscular e eu estou acostumado com corridas mais longas onde essa explosão não é tão necessária. 

Qual foi o resultado disso? Fiquei dolorido a semana inteira! Minhas pernas pareciam geléias de dor!

Mal pude treinar nessa semana! Academia, nem pensar! Corridas, só fiz rodagens, beeem leves e olha que na primeira delas pensei que minha perna ia cair!

Chegou o outro final de semana e eu na dúvida se ia conseguir correr os 10km da simpática "Corrida da Unimed", o III Circuito Unimed do Coração, que aconteceria aqui na minha cidade.

Depois de todo o ritual matinal, eu e a Angela (D.Patroa encarando os 5km) fomos ao local do evento.  

Lá fomos direto pra tenda da World Tennis aqui da região, onde tinhamos sido convidados e encontramos uma super galera por lá!

Fomos recebidos pelo Marco Koga e pelo Johnatas, a quem nem podemos mais chamar de "fornecedores", mas de amigos! Todos os "pisantes" da família vem da loja deles.

Lá encontrei também a Patricia Kojima, treinadora da minha irmã!

Além de gente finíssima, a Patricia é uma super treinadora e está orientando muito bem minha maninha!

Fizemos um super alongamento, o melhor que já participei antes de uma prova, puxado pela Claudinha da Academia HappyDays de Aparecida. Não se restringindo só a alongar, mas a um aquecimento articular também! Saímos super animados em direção a largada!

Desejei boa sorte a Angela e me posicionei. O bom das corridas menores é que fica tudo mais fácil. Consegui uma ótima posição na largada e pontualmente as 8:30h saímos pra diversão! 

Nos primeiro km’s me empolguei e lá se foi meu planejamento! Saí rodando a 5′30"/km nos 2 primeiro km’s! hehehe nada comprometedor, mas não foi o que eu tinha planejado, até porque nem sabia se ia conseguir completar os 10km sem quebrar! A dor durante a semana nos treinos me assustou! Qualquer coisa não muito acima de 1h estava de bom tamanho.

O dia estava show de bola, a previsão de chuva pro final de semana tinha sido exagerada e estava uma temperatura agradável. 

A partir dai consegui encaixar um rítmo mais próximos do que eu tinha planejado! O Sol até que deu seu ar da graça, mas nada muito castigante. Mas não posso negar, senti saudades do friozinho de São José dos Campos em maio ou de Campos do Jordão em junho. hehehehehe

O melhor de tudo foi chegar perto do km 8 e perceber que não iria cair peça nenhuma! Dai foi aquela aceleradinha básica até dobrar a última esquina e avistar D.Patroa e os amigos me esperando! 

Fechei a prova feliz da vida com meus 0:56:58! Muito melhor do que minha expectativa! 

A D. Angela, mesmo tendo sofrido com o seu tratamento dentário a semana inteira e nem conseguido treinar direito também deu um show de superação, fechando bravamente seus 5km. Alegria total na família!

Dai foi só festa com os amigos, incluindo a Dona Lene Campos lá no seu 1º pódio, com os cantinhos do sorriso pendurados em cada orelha. 


Finalizamos o domingo esportivo indo a um restaurante beem gostoso com direito a muita salada, salmão…

… e sobremesas! hehehehehe

 

criado por claudiob.linux    14:31:25 — Arquivado em: Sem categoria

19/9/11

De volta ao ar! E direto do exterior: meu relato da ida a Buenos Aires

  Gente, desculpa a ausência desse meio de comunicação, mas os últimos 365 dias foram de uma mudança atrás da outra para mim.

Não moro mais no Rio de Janeiro, não sou mais "terceirizado", mas ainda sou um corredor.

Aliás, já determinei uma idade para parar de correr! Aos 90 anos vou parar de correr… dai só vou caminhar! hehehehehe

Mais tarde retornarei a histórias passadas nesse período de rebuliço na minha vida.

Agora vamos em frente!

Desde o ano passado, ouço falar muito bem da Meia Maratona Ciudad de Buenos Aires, logo ali, na terra dos "hermanos". E como lá é um lugar onde D. Patroa sempre falou que gostaria de conhecer, pintou a idéia de unir o útil ao agradável. E até que não foi difícil convencê-la a aceitar a idéia de entrar em um avião!

Aproveitando uma exceção financeira nas minhas contas, uma nova entrada de dinheiro que não tinha no meu tempo de terceirizado, comprei logo um pacote turístico para esportistas, antes que D.Angela mudasse de idéia.

Minha meta para esse ano era fazer 4 meia maratonas: desde o início do ano, vinha me preparando junto com minha treinadora, Márcia Ferreira da equipe MFTriathlon. E já tinha conseguido dois bons resultados, para um pangaré esforçado como eu.

A primeira tinha sido a Corrida da Ponte, a meia maratona mais sinistra que já participei, com gente "se refrescando" tomando banho de isotônico (tadinho, tinha pirado! HAUAHUAHAUA), gente desmaiando encostada na mureta da "Perinfernal" e uma quantidade de ambulância trabalhando nunca antes vista na história. Mesmo assim, valentemente o panga aqui marcou 2h35min. 

Depois veio a mais organizada prova de 21km que eu já tinha visto. Não que eu já tenha visto muitas, hehehhee, mas muita gente experiente concorda. A ASICS Golden Four - RJ foi uma prova excepcional. E, até então, virou meu Recorde Mundial Pessoal na distância, 2h11min.

Enfim chegou a data e lá vamos nós pra terras argentinas. Na quinta-teira, 8/9/2011, sai do trabalho, levamos as crianças para a casa da avó e tomamos o rumo do Rio de Janeiro, onde iríamos embarcar. Lá ficamos na "nossa casa" no Rio, o Hotel Mar Palace. Mais uma vez utilizando as facilidades ($$$) oferecidas aos atletas/esportistas, pudemos ter uma noite confortável antes de embarcar. E depois de um café da manhã magistral, ainda pude ir na tenda da equipe, "pedir a benção" da treinadora antes de embarcar! 

Márcia Ferreira (minha Coach) e o \"Prof.\" Luiz
Minha Coach, Márcia Ferreira; "Prof." Luiz, Eu e D.Angela

A viagem ocorreu tudo bem, apesar do atraso na autorização para decolar, a D. Angela foi aprovada com louvor no quesito "enfrente seu medo". Mesmo com um leve turbulência, se manteve firme lá e nem dava pinta de estar sendo seu primeiro vôo.

A chegada foi tudo bem, com o de sempre, desembarque, chegada ao hotel, desfazer malas e umas comprinhas básicas pra ir aquecendo os motores. Tudo pra passar o tempo até o passeio noturno, ia finalmente levar D.Angela ao seu tão desejado show de tango. O show da casa "Sabor a Tango" foi maravilhoso, tínhamos conseguido um ótimo lugar na casa e pudemos curtir tudo degustando um vinho, mas o corredor aqui tomou o cuidado de ir revezando a taça de vinho com uma taça de água pra não por tudo a perder. 

De volta ao hotel, fiz uso da garrafa de água mineral, providencialmente comprada a tarde. 

Após uma noite bem curtida, embarcamos no city tour pra conhecer algumas partes da cidade e, principalmente pra mim, ver alguns trechos por onde correria no dia seguinte. O passeio não foi nada desgastante e ainda terminou bem em frente à feira para retirada do kit. Já com o kit na mão, foi almoçar e voltar ao hotel, não era dia de ficar "batendo pernas". Isso eu faria muito na manhã seguinte.

Como bom TwittersRun que sou, consegui marcar com alguns amigos já conhecidos e outros a conhecer um jantar de massas pra garantir nossa dose de carboidratos a ser consumida na manhã seguinte.

Na hora marcada, encontrei o Nelton (@neltonn), o TOP. Grande camarada que conheci na meia da ASICS no RJ e que já tinha encontrado novamente em São José dos Campos. Um pouco mais tarde chegariam a @Odila_Noronha e o @tchelofernandes que eu só conhecia do Twitter.

Jantamos maravilhosamente bem, cada um escolhendo o prato que melhor lhe convinha e jogamos muita conversa fora, aliás, pra dentro. Porque essas conversas ficam com a gente para o resto da vida! 

 
Nelton, Odila, Marcelo e eu. 

Marcamos de dividir um taxi para a manhã seguinte, tomando um cafezinho numa conveniência em frente ao nosso hotel e lá fomos nós para o descanso, tirando o Nelton que ainda ia socorrer a @nina_marinho que estava chegando.

Na manhã seguinte, mais precisamente as 5:00h eu já estava começando meu ritual, colocando o uniforme que já estava devidamente conferido e preparado na noite anterior. Eu e D.Angela comemos alguma coisa e saímos para encontrar nossos amigos. NUM FRIO GLACIAL!!!! A previsão era de 6ºC, mas a sensação térmica era de que veríamos um pinguim nos cumprimentando logo em seguida. Embarcamos num taxi, eu, D.Angela, Nelton e Marcelo e fomos em direção a largada. 

Parecia que a cidade inteira ia pra lá. Chegamos e fomos nos descobrindo na escuridão e frio da arena. Pouco antes de desembarcar do taxi, achei a Daniele Zarkur, colega da MFTriathlon e iria correr também.

O Nelton tinha direito a usar a tenda de uma assessoria argentina que era ligada a dele aqui no Brasil e ela acabou sendo nosso ponto de encontro. Logo chegou a Odila e a gangue estava montada.

 A Odila, ainda voltando de lesão, disse que ia formar um "pacote" junto a mim e o Marcelo que tínhamos objetivos parecidos e nos propomos a ir juntos durante a prova.

Depois de todos os rituais pré-prova, alongamento, tomar o GU, visita ao banheiro químico, fomos nos alinhar na baia. E que confusão! não tinha divisão por rítmo e uma infinidade de gente para entrar. Fomos nos espremendo e o bom é que diante de tanto "calor humano", o frio glacial foi aliviando.

Finalmente foi dada a largada e saímos num rítmo bem abaixo do que gostaríamos mas ainda assim nada muito preocupante pra nossas metas. 

Lá pelo km 2,5 a Odila nos disse que estava se sentindo muito bem e que iria apertar o passo, porque não estava sentindo nada da lesão. Ainda brinquei com o Marcelo que eu também não sentia nada! Não sentia meus pés, não sentia meus dedos, não sentia minha orelha e nem meu nariz! Era muito frio.

Só lá pelo km 4 é que voltei a sentir meus pés na sua totalidade! hehehehehehehehe

Pouco depois do km 5, logo na subida para a R.Carlos Pellegrini, que vai paralela a Av. 9 de Julio, avistei logo a frente uma corredora com a camiseta dos TwittersRun. Foi instantaneo mostrar isso para o Marcelo e nós apertarmos o passo pra ver quem era!

Tive o prazer de conhecer mais uma pessoa em plena prova, desta vez era a @glau_barbosa, uma paraense muito gente boa com quem eu já tinha trocado umas letras pelo Twitter e que agora era minha colega ao vivo e a cores.

Ainda tentamos ficar próximos dela, mas essa Glaucia não é fraca não! Foi logo abrindo distância e logo estávamos só eu e o Marcelo novamente.

Estava me sentindo tão bem, que no Km 8 alertei ao Marcelo que estávamos rodando bem abaixo dos 6′00"/km que era o projetado até ali, mas isso já nos tinha permitido recuperar o tempo perdido no primeiro km.

Logo avistamos a Casa Rosada e sabíamos que o "meio" da prova estava se aproximando.

No km 10, nossa primeira vitória. Não minha, diretamente, mas que me deixou muito feliz. Pude informar ao Marcelo que ele havia batido seu Recorde Mundial Pessoal para os 10.000m. Eramos só alegria e esse foi o problema. 

Um pouco mais a frente havia outro posto de hidratação, tomei o meu GU e segui em frente. Logo mais, na entrada da Autopista, virei para ver o Marcelo e não o encontrei, fui localizá-lo mais para trás. E eu me sentindo tão bem, achei que ele tinha resolvido não forçar e continuar naquele rítmo. Mas eu já tinha falado pra ele que iria dar uma acelerada a partir do km 11 e segui em frente, mantendo o rítmo um pouco mais forte.

Daqui para frente não tinha mais essa de "corredor turista", de ir tirando fotos e batendo papo. Agora era hora de se aprimorar o foco e afirmar o passo. 

Chegamos na região do porto e com ele o último posto de hidratação e as "malditas" frutas. As quais não peguei nenhuma, tamanho o medo de entrar na área próxima a distribuição e acabar escorredando no mar de bagaços de laranja e cascas de banana que eram jogadas pelos corredores. Nesses pontos eu ia o mais colado possível do outro lado da pista e ainda tinha que tomar muito cuidado com as armadilhas. 

Também nesse ponto acendeu um sinal de alerta. Comecei a sentir uma dor na lateral da coxa esquerda e fiquei receoso de apertar mais ainda o passo, conforme o planejado, e por tudo a perder. Resolvi manter o rítmo que vinha empregando mas chegar inteiro e bem.

No km 19, não consegui me segurar mais. Vi que teria pernas pra chegar e apertei mais um pouquinho. O km 20 chegou rápido em meio a toda a festa da arena. Comecei a reconhecer parte do trajeto do primeiro km e sabia que a chegada estava próxima. 

Como em toda corrida, localizei a Angela me procurando próxima a chegada. Soltei meu berro de "Eu te amoooooooo" e meti o pé. Cruzei o pórtico correndo a 3′36"/km, coisa antes nunca alcançada e completei minha prova em 2:08:11 de acordo com meu Garmin.

Foi uma prova maravilhosa! pela primeira vez, não precisei sequer trotar, muito menos caminhar em posto algum de hidratação. Passei em todos mantendo a velocidade. E o melhor, negativei, como minha Coach sempre pede.

Recorde Mundial Pessoal alcançado. Não tem sensação melhor.

Na área de dispersão fui surpreendido pelo pessoal do staff me esperando para tirar meu chip do tenis, para que eu nem precisasse abaixar. Um luxo isso! 

Me alonguei, chorei, encontrei pessoas de assessorias do Vale do Paraíba, reencontrei a Glaucia Barbosa e nos abraçamos comemorando nossos feitos.

Peguei minha medalha, mas não ousei colocá-la.

Isso eu gostaria que fosse feito pela Angela, que é a pessoa mais importante pra mim.

Somente quando nos encontramos é que pude senti-la no peito.

Após dispensarmos a condução da agência, afinal, não fui ali só pra correr! Tinha que comemorar isso com meus amigos! Voltamos para a tenda ponto de encontro para celebrarmos todos juntos nossas conquistas e nossa amizade.


Somente depois é que fomos procurar condução para voltarmos ao hotel. Eu, a Angela e o Marcelo saímos caminhando a procura dos disputadíssimos taxis na região e acabamos fazendo um agradável passeio com bate-papo por Palermo até chegarmos na porta do Zoo e encontrarmos um taxi.

Depois disso foi só passeio, que fica pra um próximo post.

A Missão Buenos Aires estava concluída. Mais uma prova realizada e mais próximo da meta de 4 Meia Maratonas eu estava.

Dessa aventura ficam a lição de que o a firmeza de propósito em se manter firme nos treinamentos traz resultados e que com isso nos conhecemos melhor e sabemos de nossos limites. E que devemos respeitar esses limites na construção de nossas estratégias para alcançarmos nossas metas.

Minha posição na prova? Meu tempo? Eles estão de acordo com o quanto eu me preparei para isso. 

Como eu falei durante o jantar de massas: "Todos nós somos vencedores ao cruzarmos a linha de largada. Porque só nós sabemos tudo que tivemos que enfrentar para estar ali. Cruzar a linha de chegada é só mais um detalhe. Porque vamos fazê-lo. Nós não entramos nas provas para fazer menos que nosso melhor."

Minha maior vitória? As amizades que fiz e as que reforcei. 

Minha maior alegria? Estar vivo, estar bem e fazendo o que gosto rodeado de pessoas queridas.

Logo tem mais. Não vou mais deixar isso aqui abandonado.

 
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16/3/11

18/07/2010 - Minha Primeira Meia Maratona

Um final de semana perfeito!

Assim foi o final de semana da minha primeira  Meia Maratona.

Depois de passar o resto do mês de junho e início de julho sem participar de provas e treinando muito, finalmente chegava a hora de correr a Meia Maratona Caixa - Cidade do Rio de Janeiro. 

A sexta-feira passou ligeira e logo no final da tarde minha família chega ao Rio de Janeiro e vai direto pro meu trabalho me encontrar. Recebê-los lá já foi uma alegria, por poder mostrar a eles o projeto em que estava envolvido.

Depois de um lanche rápido, fomos a Jacarepaguá, onde ficaríamos no apartamento onde morava. 

O tempo estava chuvoso, mas mesmo assim estava divertido. Nada como estar em família! A criançada se esbaldando com "a vida na cidade grande".

No sábado, acordamos cedo, tomamos café na padaria e fomos de onibus buscar o kit da prova. Chegando lá, logo encontramos o pessoal da assessoria e a festa estava montada. Além da feira que a organização monta junto à entrega dos kits ser muito legal de visitar, estava com minha família e os amigos de treino. Não podia estar melhor.

Com os kits na mão, resolvemos ir até a Loja do Jabá, no Largo do Machado, dar uma olhada em material esportivo. O Jabá sempre está nas arenas de prova com sua banquinha com preços pra lá de convidativos. Alguns foram de carro e eu e a família fomos de metrô.

No trajeto, vivi um daqueles momentos que só o esporte proporciona. Tive o prazer de conhecer um senhor, grego, de 74 anos com o kit da maratona na mão. Falei pra ele que meu sonho era chegar na idade dele correndo maratonas. Eu, ali com meus 42 anos, com meu kit de meia maratona, todo ansioso pra correr a 21 km pela primeira vez e ele todo tranquilo para correr os 42 km. Ele me contou que estava correndo a 2a maratona do ano e me convidou para estrear na distância na maratona de Athenas, comemorando os 2.500 anos da primeira delas.

Chegando ao Largo do Machado, encontramos o pessoal da equipe e batemos mais um papo. Logo o pessoal foi pra outra feira de esportes que acontecia no Pier Mauá e eu fui almoçar com a família.

 Depois do almoço, fui fazer um "reconhecimento" da arena da prova. Até porque precisava mostrar a tenda da equipe onde ficaria pra minha família me esperar lá. A concentração começou a bater forte na cachola, passei por lá me imaginando chegar dentro do tempo esperado, recebendo o apoio da família e amigos. Juro, eu foco tanto que nessas horas fico caladão. A família até já sabe que quando eu fico assim meio quieto na véspera da prova é concentração pura.

 

Fomos para o Barra Shopping pra fazer hora até a hora de jantar e voltar ao apartamento. Chegamos lá bem na hora. Despencou um temporal fora do normal. Chovia até dentro do shopping. Bem na ligação entre o Barra Shopping e o NYCenter chegou a despencar parte do gesso do teto e se formou um "rio" no meio do corredor.

Já estava me imaginando "nadando" na minha primeira meia maratona!

De volta ao apartamento, tratei de montar minha tralha para o dia seguinte: numero de peito na camiseta do uniforme, uniforme, tenis, GPS, vaselina, gel, cinto de hidratação, camiseta para depois da prova, etc. Tudo pronto. A turma já deixou as coisas deles prontas também, pois eles iriam embora no final da tarde e nem voltavam ao apartamento. E fomos deitar todos bem cedo, pois o domingo iria começar ainda na madrugada.

Ao acordar, me preparei, tomei um café da manhã reforçado e fiquei reparando que a criançada não comia nada. Eles já estavam de caso pensado de pegar o McDonald’s da Taquara aberto pra comer lanche na madrugada. Eles sempre queriam fazer isso desde que eu contei pra eles que a lanchonete ainda estava aberta quando saia pros treinos.

Depois da "parada estratégica" da criançada, pegamos o onibus e fomos pra Barra da Tijuca. Eu estava estranhamente calmo, visto todo a logística que ainda tinhamos pela frente.

Chegando ao local da largada, o tempo não estava nada agradável. Um chuvisco forte nos aguardava num dia que insistia em não clarear ainda. Localizamos a equipe e começamos a nos preparar. 



 

Durante a semana tinha preparado a playlist km a km do percurso, incluindo aquecimento, as subidas, os planos. Tinha revisado o percurso um sem número de vezes. Estava na hora de botar tudo isso em prática. Não só a preparação da semana, mas a preparação desde 4/01/2010: o dia em que comecei na assessoria. Tinha chegado o momento da verdade, de encarar a primeira meta que colocamos para o treinamento.

A família se despediu, me dando os últimos desejos de boa sorte, dizendo que iriam me esperar lá no Aterro, pra eu não demorar! hehehehehe

Eles partiram pro Aterro e eu pro "curral"! Lá, começamos os preparativos e os desejos de boa sorte, a troca de energia entre a gente era incrível. O pessoal da equipe de Furnas também estava por perto o que aumento ainda mais a energia. Eu estava sentindo uma eletricidade rodando no ar. Nem mesmo o atraso "pra sair na Globo" me incomodou. O que eu queria era correr logo!

Quando deram a largada, tive que usar toda minha concentração pra não jogar toda a estratégia pro alto e sair desembestado! Mas segurei a onda e fui no pace programado para os primeiros km’s. Logo estávamos subindo em direção ao elevado e, logo na subida, a chuva voltou a atacar. Mas foi rápido que entramos no tunel que dá acesso à parte baixa do elevado e começam as emoções: a sensação de correr ali escutando os passos daquela infinidade de gente ecoando no túnel, em meio aos gritos de guerra dos corredores é algo que não tem preço.

A galera da equipe já havia se dispersado, mas ainda dava pra vê-los um pouco mais a frente. No túnel de saída do elevado tivemos outra surpresa: a organização tinha montado quase que uma rave! O túnel estava iluminado com luzes coloridas e um DJ mandava o som lá dentro. Se colocassem puffs lá dentro ia ter gente sentando e pedindo drinks.

Ao adentrar São Conrado, logo na saída do túnel, vi uma corredora entregando os pontos e, mancando, pegar um taxi. Aquela visão me causou arrepios, pedi a Deus que não deixasse aquilo acontecer comigo. Dobramos em direção à Praia de São Conrado e aquela "planicie" me convidou a apertar o passo, estava chegando o "desafio" da Niemeyer.

A visão da súbida, inicialmente, assusta! Mas como tinha me preparado bem, firmei meu rítmo e comecei a subir. Pace: 6:30 min/km. Passei por colegas da equipe e alcancei outros tantos para formar um "bonde dos smurfs". Subimos firmes a Niemeyer em meia pista, algumas vezes passando para fora da fita para evitar o bloco de gente espremida ali.

Foi ai meu primeiro "nirvana"! Ao chegar lá em cima, estava me sentindo tão bem que dei uma acelerada e a concentração tomou conta de mim. Não vi passar a entrada do Vidigal. É sério, não me lembro de ver a entrada da favela. Me lembro de ver a entrada do hotel e de "acordar" na descida do mirante.

Quando entramos no Leblon, tinhamos alcançado metade da prova! Dei uma aliviada no rítmo que tinha se elevado na descida e comecei a curtir o "meu quintal" já que boa parte do polimento eu fazia partindo de Copacabana em direção à Ipanema até quase o Jardim de Alah.

Nesse ponto o Márcio, a Patrícia e o Raphael deram uma distanciada de novo, mas recebi a companhia da Monica Regadas. Nos divertimos "sorrindo pro radar" ao passarmos por cruzamentos com o semáforo no vermelho e sem perceber adentramos Copacabana.

Ai dei outra "apertada" no passo, peguei o gel entregue pela organização e guardei no cinto, mas não dispensei o isotônico oferecido. Aquilo desceu como um presente dos deuses. Pena ter que jogar fora mais da metade da garrafa, mas correr segurando aquilo não dava e beber tudo era demais.

Quando virei na Princesa Isabel, era a hora de ver a que tinha vindo até ali! O fone de ouvido parece ter entendido e a música mudou de rítmo e eu com ela. Mesmo sendo uma subida disfarçada pelo túnel, subi o rítmo e entrei em Botafogo embalado. Na frente do Shopping Rio Sul, uma grata surpresa, tinha um senhor distribuindo pedras de gelo pra gente. Essas pedrinhas de gelo fizeram um milagre, passei-as pela nuca e pelo rosto e o refresco que aquilo causou me animou ainda mais. Entrei pelo último túnel mais animado e a visão da Praia de Botafogo e lá na frente me deram a certeza de que iria conseguir.

Só faltava agora manter o ritmo pra chegar abaixo de 2h30min!

Entrando no Aterro, avistei a tenda da equipe e lá estavam minha família e meus amigos! A emoção dessa visão me deu um choque que partiu do cérebro pela coluna indo a todos os meus músculos. Acelerei sem dó, passei gritando por eles. A energia que vinha deles parecia que ia explodir dentro de mim. 

Olhei pra frente e vi o pórtico de chegada …

Nesse momento, toda a dor, o cansaço, o calor (que resolveu dar as caras desde a Praia de Botafogo) desapareceram. 

Meu segundo "nirvana" na prova. Parecia que tinha ficado surdo! não ouvia os barulhos da arena, não ouvia a música no fone de ouvido. Só sentia a vontade de acelerar até cruzar aquela linha de chegada. E cruzei, fiz a minha primeira meia maratona em 2h15min, bem abaixo da meta que tinha estabelecido. Eu urrava de alegria, gritei muito enquanto desaquecia e ia buscar minha medalha!

Chegando à tenda, o clima de alegria era contagiante. Muitos abraços e muita alegria com cada um que chegava com sua medalha.



 

O clima estava tão bom na tenda da equipe que ninguém queria ir embora. Ficamos lá aguardando os colegas que estava fazendo a maratona e a cada um que ia passando na frente da tenda, mais festa fazíamos. 

O Bernardo então, veio todo animadinho, acenando pra tenda, mas quando recebeu a carga de energia vinda da equipe se "transformou" e partiu num sprint fantástico. No seu vídeo de chegada mostra-o dando um pulo quanto cruzou a linha de chegada, impressionante pra quem correu 42 km.

O Paulo, que já tinha terminado sua corrida, estava com uma bicicleta lá e ficava fazendo o percurso no sentido contrário e voltava pra nos avisar quem estava chegando. 

Eu estava ali aguardando o Julio Cesar, queria retribuir a ele o favor feito em Paraty, quando aquele copo de isotônico geladinho me renovou a alma para o sprint final. Quando ele apontou na frente da tenda, estava com uma expressão de dor que me impressionou, mas ainda assim não cedia e parava! Continuava correndo! Tentei lhe oferecer o isotônico, mas ele me dizia que se tomasse aquilo não teria forças pra chegar. E como ele queria chegar. Ele tinha corrido a Maratona de Porto Alegre, o regenerativo tinha sido as 10 Milhas da Mizuno e o corpo não suportou mais essa pedreira. Mas mesmo assim conseguiu cruzar a linha de chegada dentro do tempo limite.

Acompanhei-o até a linha de chegada e fui esperá-lo na saída para lhe ajudar a buscar suas coisas no guarda volumes.

Foi um dia maravilhoso.

Além de correr com os amigos que já conhecia da equipe, e outros de outras equipes, tive a alegria de conhecer mais pessoas fantásticas, como a Rafaela, filha da Lady, e o Leo Hacidume, que até já tinha corrido em minha cidade.

O apoio da minha família nesse momento tão importante pra mim foi fundamental. Eu nunca tinha corrido tão longe. E se não fosse por eles eu não o teria feito.

 

 

 

criado por claudiob.linux    16:12:09 — Arquivado em: Sem categoria

10/1/11

10k abaixo de 1h - UnimedRun - SJC - 13/06/2010

 E vamos nós pra São José dos Campos! 

Seria minha primeira prova, no ano, visitando o "quintal" do Fabio Namiuti (http://fabionamiuti.hd1.com.br/). A gente se conhecia do Twitter e nos encontramos pela primeira vez na visita que ele fez no meu quintal na Volta da FEG (http://eucorro.blog.terra.com.br/2010/12/21/parabens-a-voce/).

Faltando um mes para minha primeira meia maratona, fui correr essa prova pensando "vamos ver se consigo 10k abaixo de 1h?".

Saímos de Guaratinguetá para lá bem cedo, só eu e a Angela, as crianças tinham ficado na casa da avó. Eles já estavam meio cansados de ir atrás de mim em corridas e ficar esperando eu chegar para depois passear. E como a prova seria perto, nem quiseram ir. Pois bem, com isso conseguimos chegar bem antes da prova.

A arena estava montada no estacionamento do Shopping Colinas, numa área bem ampla, dando para usar o carro como base de apoio. Um frio de matar estava fazendo naquela manhã, como chegamos com folga no horário, deu pra me preparar legal e até bater um papo com os amigos. Além de encontrar o Fábio, acabei conhecendo o Colucci (http://toticolucci.blogspot.com/).

Bom, chega de papo e vamos correr! 

Fui me alinhar e comecei minha concentração, um trotezinho pra espantar o frio e lá vamos nós!

O percurso era bem interessante com um boa subida logo de cara mas que se transformaria numa bela descida na volta. Passamos por pontos que me lembraram boas histórias da época que morei em São José dos Campos para estudar nos Anglo e me preparar para o vestibular. Faz tempo!!!!

A vista do banhado lá de cima dava o último respiro antes do mergulho ladeira abaixo em direção a chegada e no fim dessa descida ainda tinha a "reta oposta" da reta de chegada. Foi onde o "sebo nas canelas" foi aplicado! 

O som no MP3 player me turbinava a cabeça e as pernas respondiam legal na hora que entrei na reta de chegada. Consegui fechar o percurso em 0:57:44!! Finalmente eu era "Sub 1h" nos 10 km. 

Mas o melhor ainda estava por vir, após me trocar, eu e a Angela saímos de São José dos Campos e resolvemos aproveitar aquele dia ensolarado, mas frio, que estava fazendo e fomos terminar de comemorar o final de semana dos namorados tomando um lanche no Restaurante Toco, no caminha de Campos do Jordão. 

Poxa, a gente precisa namorar um pouquinho também né! ainda mais comemorando um recorde pessoal!

http://connect.garmin.com/activity/36742410

 

criado por claudiob.linux    14:33:45 — Arquivado em: Sem categoria

6/1/11

Mizuno 10 Milhas Brasil - 30/05/2010

http://connect.garmin.com/activity/35064863

 Essa prova reservou uma vaga especial na minha história como corredor por diversos motivos.

Primeiro, "fui convidado" a correr pela minha treinadora, Márcia Ferreira (http://www.mftriathlon.com), para ser pacer dos 6:30 min/km. Pô, para quem a 5 meses atrás correu a São Silvestre a 8 min/km, tal convite foi uma demonstração de confiança da minha treinadora que a princípio me assustou. Conversando com a Soraya, a treinadora que me acompanhava direto lá na tenda em Copacabana, recebi mais um sinal positivo. Bom se elas que entendem de corrida me garantiam que eu conseguia, bora correr!

No dia, só a Angela me acompanhou, as crianças ficaram com a avó. Ficamos hospedados no apartamento de alguns colegas do trabalho, no Flamengo mesmo, o que facilitou muito para chegarmos na hora.

Hoje iríamos ser "diferentes": eu, o Marcelo e o Gil seriamos os pacers da Equipe MFTriathlon e usaríamos uma camisa diferenciada "cedida" pela Mizuno.

O engraçado foi quando explicaram que teríamos que devolver as camisas após o evento.Como assim???? "Elas serão usada nas próximas etapas do circuito Mizuno 10 Milhas" nos disse a garota no stand da Mizuno. hehehehe não aguentei e soltei o comentário "ainda bem que somos a primeira etapa, assim não pegamos camisas suadas". A prestativa ainda teve coragem de responder "mas vamos mandar lavar antes dos outros usarem", sai de lá rápido pra não rir na cara dela.

Mas tudo bem, misérias a parte, o objetivo aqui é correr, então vamos lá! Número de peito a postos e o "brinde extra" na mão, fomos pra largada. 

"Brinde Extra"??? Sim!!!! teríamos que carregar uma "plaquinha" pelas 10 milhas e erguê-las de tempo em tempo para que as pessoas em volta pudessem nos identificar e acompanhar o rítmo. Moleza!!!! heheheheheh

 Dentro do curral de largada, não tinha ninguém indicando onde os pacers deveriam ficar, então procuramos dar uma distanciada no "olhometro" mesmo e partimos!

Naturalmente acabou se formando um grupo de pessoas próximos a mim e fomos nos mantendo juntos até o final. 

Usando o Garmin, foi beeeem mais fácil de manter o rítmo! e olha que tinha um tiozinho correndo no grupo que a cada km ficava dizendo "nesse  fomos mais rápidos que o rítmo", "nesse perdemos tempo" heheheh e por ai foram 16km e cacetada.

Outro lance engraçado é que conforme ultrapassávamos um ou outro grupo de pessoas, ouvíamos esses dizerem: "Esse pacer tá mais acelerado do que 6:30 min/km". De pronto eu apontava pro Garmin e mandava a letra de que estávamos mantendo o rítmo certo! hehehehe 

O duro é que era um circuito de 8 km e pouquinho a ser feito duas vezes. Ai cansa a cabeça, mas o grupo estava tão gostoso que nem isso atrapalhou! fizemos a primeira volta e nos despedimos de quem ia fazer 5 milhas apenas e partimos pra segunda volta.

Já estávamos no trecho de volta da segunda rodada quando passou por mim um sujeito a toda velocidade, usando a camisa da minha equipe: era o Julio Cesar, meu grande amigo lá da Mini Maratona de Paraty (http://eucorro.blog.terra.com.br/2010/06/23/201/).

O maluco tinha feito a Maratona de Porto Alegre uma semana antes, com um tempo muito bom, e estava "fazendo um regenerativo de 16 km"! REGENERATIVO NAQUELA VELOCIDADE?!?!?!

Bom, o melhor estava chegando, tive que me controlar para não dar um sprint na chegada, afinal ainda estava com todo o gás, mas eu era pacer! Tinha que cumprir minha obrigação de levar "meu grupinho" a 6:30 min/km até o fim.

Foi legal que o grupo cruzou a chegada todos juntos e gritando pra caramba!

E para minha supresa consegui manter o rítmo direitinho! acabei fazendo em 01:46:05, a 6:31 min/km!

Até a Soraya se espantou com a "precisão"

Outro lance muito legal foi ter conhecido pessoalmente os @Twitterunners!

Essa galera é super animada e sua saudação é toda especial: "VAI BALEIA!!!!"

De volta a tenda, aquele clima mais que especial da nossa equipe. E olha que parte dela ainda estava lá em Floripa, participando do IronMan, a turminha peso pesado da equipe.

 Esta foi também o último grande teste antes da minha primeira meia maratona! Ainda teríamos outras provas, mas nenhuma com distância acima de 10 km.

O bom é que não caiu peça nenhuma! 

 

criado por claudiob.linux    15:43:17 — Arquivado em: Sem categoria

21/12/10

Parabéns a Voce!!! - 16/05/2010

 E estamos nós de volta à "Volta da FEG", em sua edição 2010 a 15a.

A "Volta da FEG" é uma corrida de rua de 8 km (aproximadamente) que ocorre todo ano, no meio do mês de maio, organizada pela Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá (F.E.G.), do Campus UNESP em Guaratinguetá, minha cidade.

Foi nessa prova que participei pela primeira vez de uma corrida de rua. Foi nessa prova que fui pensando "se eu correr 4 km e caminhar 4km está bom demais" e acabei correndo os 8 km. Foi nessa prova que fui inscrito pela minha esposa, me incentivando sempre!

Estava tudo combinado, nós levaríamos a tenda lá de casa para montar na arena na FEG e avisamos os amigos que teríamos uma caixa térmica com gelo para que quem quisesse poderia deixar seu isotônico/fruta lá gelando até o fim da prova. A Luciene, massoterapeuta e esteticista, nossa amiga levou também sua cadeira para fazer shiatsu express.

Só que a Dona Angela não sossega, combinou junto com o Robson Carpenter do programa Trilhas da Saúde do Vnews (http://www.vnews.com.br/blog.php?id=31) uma participação em uma matéria sobre corridas de rua (http://www.vnews.com.br/video.php?id=6038) na TV Vanguarda, a afiliada Globo aqui da região.

Depois da entrevista, parti para um rápido aquecimento, mais que necessário, visto que a manhã tinha começado bem fria e com uma neblina bem forte, resumindo: um espetáculo para correr!

Neblina

Antes da largada ainda a coisa ficou melhor com o encontro com os amigos: Fabio Namiuti (http://fabionamiuti.hd1.com.br/), José Vicente e o casal inseparável: Takeda e Lene, esses dois já eram grandes amigos da fotografia e agora davam seus primeiros nas corridas de rua.

Amigos

 Bom, eis que chega a hora da largada e lá vamos nós!

Não é uma prova muito cheia de gente, então dá pra ficar bem próximo do pórtico e logo você está correndo em seu rítmo normal… e nesse dia ele veio muito fácil, estava gostoso correr! 

Bora Correr

o primeiro quilômetro e meio é dentro do Campus com muita gente conhecida incentivando, a família tirando fotos um barato.

depois, na parte externa do Campus temos um trajeto que inclui uma descida que convida a acelerar, mas você tem que lembrar que vai ter que subir tudo de volta depois. É o famoso "para baixo todo Santo ajudas, mas pra cima a coisa muda!". Já comecei a gostar quando vi o primeiro colocado voltando para o Campus: esse ano eu o encontrei mais para trás do que no ano anterior. Ou ele estava pior ou eu estava com um desempenho melhor. Pus mais fé em mim! 

Continuei "puxando" meu rítmo e seguindo em frente, passei na boa pelo segundo posto de hidratação e encarei a subida! Nesse ponto mudei meu cronometro para o modo de parceiro virtual, resolvi desencanar de ficar imaginando que tempo eu faria! Já estava claro que estava melhor que no ano anterior, então resolvi "curtir a viagem"! Me embalei na playlist e continuei no rítmo forte que estava mantendo.

Entrei no Campus, encarei a subidinha por onde passamos no primeiro km, contornei os prédios e virei para a administração, hora do sprint:

Entrei na pequena reta final acelerando tudo que ainda podia, cruzei o pórtico na maior alegria! A família e os amigos me esperando.

Fechei o cronometro e pela tela do parceiro virtual vi que tinha ido bem, mas não tinha imaginado quanto. Logo após a linha de chegada, a família me esperava com um "imenso" bolo de chocolate! Era meu aniversário de corridas tinha que ter bolo. Foi muita alegria. Logo chegou o pessoal da TV Vanguarda para terminar a matéria e me perguntou como eu tinha ido! Só ai é que me lembrei de ver o tempo final.

Olha a cara do mané quando viu o tempo:

eu simplesmente DEMOLI o tempo do ano anterior em 13 minutos! 0:43:44 esse ano contra os 0:56:51 do ano anterior! http://connect.garmin.com/activity/33473883

Obrigado Márcia, Soraya, Luiz, todos da equipe Márcia Ferreira Triathlon (http://www.mftriathlon.com) foram apenas 5 meses de trabalho e já consegui isso tudo.

Agora era só curtir a festa

o bolo com os amigos, a companhia da família, que mais eu ia querer?!? Ahhh, sim, uma massagem

porque ninguém é de ferro, não é!

Espero vocês no ano que vem! Se Deus quiser com mais amigos, mais conquistas e, claro, com mais um bolo!

criado por claudiob.linux    12:50:12 — Arquivado em: Sem categoria
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